O poeta morto.
O poeta acorda de madruga novamente.
Aquele cheiro!
Cheiro não, odor, um mau odor.
Olhou em baixo da cama a procura de um animal morto.
O poeta acorda de madruga novamente.
Aquele cheiro!
Cheiro não, odor, um mau odor.
Olhou em baixo da cama a procura de um animal morto.
Olhou na janela e revirou seu quarto e não encontrar nada.
Olhou na cozinha a procura de um alimento podre, fruta, legume ou carne, mais uma vez sem sucesso.
Frustrado volta para cama.
Vira, revira, retorce, mais aquele odor era insuportável.
O poeta levanta e tenta o ultimo ato, um banho.
Só pode ser isso o cheiro vem dele.
Após horas na banheira o cheiro não saia de seu corpo.
O cheiro não era da pele, era da alma, do coração que já avia perecido.
Sem pensar duas vezes, ele sai do banho nu, molhado olha pela ultima vez seus livros empoeirados, e que um dia foram seu maior orgulho.
Sai na sacada ainda nu olha o velho centro da cidade e a vista que tem para ele, o centro tão morto como o vazo de flores na sacada.
Ele encosta na sacada se inclina e decide acabar com o mal cheiro.
Vai escorregando por cima da sacada e deixando seu corpo cair.
Vira, revira, retorce, mais aquele odor era insuportável.
O poeta levanta e tenta o ultimo ato, um banho.
Só pode ser isso o cheiro vem dele.
Após horas na banheira o cheiro não saia de seu corpo.
O cheiro não era da pele, era da alma, do coração que já avia perecido.
Sem pensar duas vezes, ele sai do banho nu, molhado olha pela ultima vez seus livros empoeirados, e que um dia foram seu maior orgulho.
Sai na sacada ainda nu olha o velho centro da cidade e a vista que tem para ele, o centro tão morto como o vazo de flores na sacada.
Ele encosta na sacada se inclina e decide acabar com o mal cheiro.
Vai escorregando por cima da sacada e deixando seu corpo cair.
Ele cai enquanto ele tem o ultimo vôo ele faz sua ultima poesia.
A poesia da sua vida.
Mais já era tarde o poeta já havia perecido como uma laranja na laranjeira.
A poesia da sua vida.
Mais já era tarde o poeta já havia perecido como uma laranja na laranjeira.
Jean Vieira
(05/05/09)


